A corregedoria vai apurar a responsabilidade pelo vazamento do vídeo. Quando Bruno desceu do avião, era levado pelo braço pela delegada Wilke. Com o afastamento dela, o inquérito passa a ser presidido por Edson Moreira.
Nova versão - Uma semana atrás das grades foi o suficiente para Dayanne ceder à pressão da família para não proteger mais ninguém. Mãe de duas meninas, filhas do jogador, ela resolveu contar o que sabia, em depoimento à polícia na manhã de sexta-feira, em Belo Horizonte. Ela anunciou a troca da equipe de advogados.
A nova versão tem semelhanças com os relatos dos primos de Bruno, Sérgio Rosa Salles e o menor J., 17 anos. O depoimento traz nova data para a investigação: ela diz que viu Eliza no sítio em 10 de junho.
A polícia passa, então, a investigar se o crime pode ter sido neste dia, e não na véspera, como acreditava até então. Dayanne chorou bastante e desmentiu informações que dera na primeira vez. Na ocasião, ela mentira ao dizer que não se encontrou com a vítima e que chegara ao sítio dia 23. A jovem, enfim, admitiu ter encontrado a ex-amante de Bruno e disse que esse contato foi intermediado pelo atleta.
Sem respostas - O depoimento do goleiro Bruno Souza terminou por volta das 19h20 desta segunda-feira, após cerca de seis horas de duração. Segundo o advogado Ércio Quaresma, que defende o atleta, nenhuma das 50 perguntas feitas pelos delegados foi respondida.
O jogador deixou o Departamento de Investigação, Homicídio e Proteção à Pessoa (DIHPP) por volta das 19h40 e foi levado de volta para a penitenciária. O amigo de Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também depôs mas, segundo o advogado, também não respondeu aos questionamentos.