"Esperemos que o presidente eleito (Juan Manuel Santos) contribua para que se retome o caminho da razão na Colômbia e que contribua para que não ocorram coisas mais graves nos próximos dias", disse Chávez.
"Uribe é uma ameaça a paz antes de entregar o governo porque é capaz de qualquer coisa, inclusive de mandar montar um acampamento falso na Venezuela para bombardeá-lo e provocar uma guerra", disse o governante venezuelano.
Chávez explicou que tomou a decisão de romper relações após escutar os "agravos e as ingerências" nas quais, na sua opinião, Luis Alfonso Hoyos, embaixador colombiano perante a OEA, incorreu.
O presidente insistiu que confia que Santos, apesar das diferenças ideológicas, tenha um talento construtivo e de respeito que permita reuniões conciliatórias assim que assumir o cargo, no dia 7 de agosto.
Ao mesmo tempo em Washington o Conselho Permanente da OEA concluía a sessão extraordinária solicitada pela Colômbia na qual o embaixador da Venezuela, Roy Chaderon, tachou de "mentira evidente" e "maliciosa" a denúncia sobre a presença de guerrilhas em seu território.
As relações colombo-venezuelanas atravessam uma nova crise desde que na semana passada o governo colombiano adiantou as denúncias apresentadas hoje, embora na realidade elas estivessem "congeladas" há um ano por decisão da Venezuela.
Ação urgente - A Colômbia denunciou à Organização dos Estados Americanos (OEA) que grupos guerrilheiros estão "consolidados" e "ativos" em território venezuelano, durante uma reunião do organismo em Washington para debater a presença de rebeldes na Venezuela.
O representante da Colômbia na OEA, Luis Hoyos, denunciou a "presença consolidada, ativa e crescente destes grupos terroristas no país irmão da Venezuela". Hoyos apresentou nesta quinta-feira ao organismo continental um extenso dossiê com "coordenadas precisas, dados muito contundentes" que provariam a presença de grupos guerrilheiros colombianos na Venezuela.
Bogotá denunciou há uma semana a presença de líderes guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Venezuela, o que voltou a comprometer as já complicadas relações entre ambos os países.