Retrocessos - ses avanços, Sidibé lembrou que a doença ainda não está batida e que milhões de pessoas ainda sofrem as consequências de um mal que já acabou com a vida de 25 milhões de pessoas.
Por isso, advertiu que não se pode baixar a guarda e denunciou retrocessos nos programas de prevenção e os ataques a que alguns Governos submetem os grupos de risco, como drogados, homossexuais e prostitutas.
"Esta é nossa hora zero", desafiou o funcionário, que insistiu que o objetivo de vencer o HIV não pode andar com panos quentes: zero novas infecções, zero discriminação, zero mortes devido a Aids devem ser metas irrenunciáveis.
Sidibé falou de quatro pilares essenciais. Uma revolução da prevenção que rompa a cadeia de contágio e novos modelos de tratamento, mais econômicos e eficazes, que permitam economizar dinheiro e fazê-lo chegar a mais pessoas.
Discriminação - Acabar com a discriminação é o terceiro eixo desta estratégia mencionada por Sidibé, que denunciou que "esta epidemia é reativada pelo estigma e pelas leis punitivas, e não deixará de queimar até que a redução do dano e os programas de substituição de drogas sejam desenvolvidos".
Por último, o responsável da ONU ressaltou como essencial a igualdade de gênero que dê às mulheres "os direitos, a capacidade e o poder de tramitar sua própria sexualidade".
Crise - Entre os obstáculos nesse caminho rumo à derrota da Aids, Sidibé ressaltou a redução do investimento e, concretamente, como os países mais ricos do mundo, o chamado G8, esqueceu suas promessas e "deixou penduradas as esperanças de milhões de pessoas".
Nessa mesma linha, o presidente da conferência, Julio Montaner, criticou que os líderes do mundo "não tiveram absolutamente nenhum problema para encontrar dinheiro para salvar seus amigos nas grandes empresas e os ambiciosos banqueiros de Wall Street".
"Mas quando se trata da saúde global, então seus bolsos sempre estão vazios", acrescentou o especialista de origem argentina entre os acalorados aplausos dos presentes.
"Sejamos claros. É só uma questão de prioridades, e suas prioridades devem mudar. Por isso, nosso principal objetivo aqui deve ser assegurar que a Aids siga em sua agenda", sentenciou.